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Burnout: como reconhecer e tratar

Já ouviu falar em burnout? Essa síndrome tem se tornado cada vez mais familiar para profissionais e empresas em todo o mundo. Em 2022, ela foi reconhecida e classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença ocupacional, ou seja, relacionada diretamente ao trabalho.

De acordo com dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), o Brasil já figura como o segundo país com o maior número de casos diagnosticados da doença, acendendo um alerta.

Mas o que é exatamente o burnout, como reconhecê-lo e, o mais importante, como tratá-lo? Neste texto, vamos explorar esses aspectos para te ajudar a entender e enfrentar esse problema de saúde mental.

O que é Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, é um estado de exaustão física, emocional e mental causado pelo estresse prolongado e excessivo no ambiente de trabalho. Ao contrário da simples fadiga, o burnout envolve uma profunda sensação de desânimo, apatia e falta de motivação que pode afetar seriamente a sua vida pessoal e profissional.

A síndrome é comum em profissionais que atuam em constante estado de pressão, como médicos, professores, enfermeiros, policiais, jornalistas, dentre outros. Esse distúrbio emocional pode resultar em uma depressão profunda, por isso é essencial procurar apoio profissional no surgimento dos primeiros sintomas. Conheça alguns deles:

  • Dor de cabeça frequente
  • Alterações no apetite
  • Dor de barriga
  • Tonturas
  • Cansaço excessivo
  • Pressão alta
  • Insônia
  • Sentimentos de fracasso e incompetência

Como reconhecer a Síndrome de Burnout?

Reconhecer o burnout pode ser desafiador, especialmente porque os sintomas podem se manifestar de maneiras sutis e variadas. Por isso, é importante observar os sinais de esgotamento físico e mental que o corpo dá, principalmente se eles se prolongarem. Preste atenção a:

  • Mudanças no humor: irritabilidade, raiva ou um sentimento persistente de desesperança.
  • Problemas de sono: dificuldades para adormecer ou sono interrompido, que pode levar a um cansaço constante.
  • Dores físicas: aumento de dores de cabeça, problemas digestivos e dores sem uma causa aparente, que costumam surgir nos ombros, pescoço e costas.
  • Desmotivação: falta de interesse pelas atividades que antes eram prazerosas, tanto no trabalho quanto nas horas de lazer.
  • Cansaço extremo: quando a pessoa se sente cansada 100% do tempo, mesmo quando não está trabalhando.
  • Alteração de foco e concentração: dificuldade até mesmo nas tarefas mais simples de serem executadas.
  • Sensação de incapacidade: dificuldade em elencar prioridades e pensamento constante de que não vai conseguir cumprir prazos e tarefas.
  • Hiperatividade: agitação contínua pela sensação de que precisaria estar fazendo algo, mesmo nos momentos de descanso.

A pessoa que apresenta esses sinais e sintomas deve procurar um especialista para obter um diagnóstico exato. Psiquiatras e psicólogos são os profissionais de saúde indicados para identificar o problema e prescrever o melhor tratamento.

Como tratar o Burnout?

Devido à semelhança do burnout com outras condições, como a ansiedade e a depressão, o paciente é avaliado a partir de dimensões específicas, como seu sentimento de exaustão, seu cinismo e negativismo em relação ao trabalho e a redução do seu desempenho e realização profissional.

A partir do diagnóstico, o tratamento pode ser iniciado com psicoterapia. Em casos mais severos, o paciente pode precisar de medicamentos, como antidepressivos e ansiolíticos. Atividade física e exercícios de relaxamento também precisam fazer parte da rotina de quem está se tratando do burnout, pois são ótimas ferramentas para aliviar o estresse e controlar os sintomas.

Em muitos casos, o afastamento profissional é indicado para a completa recuperação. Segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em uma década, o número de afastamentos por burnout cresceu quase 1.000%. O número ajuda a dar dimensão ao problema.

Caso você esteja percebendo algum desses sinais, é importante buscar ajuda de profissionais e das pessoas próximas. Sempre que precisar, a Roval também está aqui para te ajudar a cultivar uma vida com mais saúde e bem-estar. Converse com um dos nossos especialistas e conheça as melhores soluções feitas para cuidar de você!


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publicado 25/09/2024 - 02h49 | última modificação 25/09/2024 - 02h49